No Brasil, a educação foi marcada com a chegada dos Jesuítas em 1549, sendo estes, até 1580, os únicos responsáveis pela educação brasileira, espalhados por várias partes do território nacional. A partir desta data, outras instituições religiosas chegaram ao Brasil, porém, os jesuítas continuavam a predominar na educação, até serem expulsos, em 1759. Com essa expulsão, a educação brasileira teve um regresso, pois as escolas que surgiram tinham uma didática europeia, longe da realidade brasileira. Tornou-se pouco favorável as classes média e baixa, que não tinham esperanças de bancar um ensino superior na Europa, limitando o ensino para a elite.
Basicamente, do dito descobrimento do Brasil, até a década de 1930, predominou em nosso país a educação tradicional, marcada pelo autoritarismo e centrada no professor, e não no aluno, o ensino era basicamente religioso, com ênfase no privado. Com a Revolução de 30, Getúlio Vargas entrou no poder, criando o Ministério da Educação e Saúde Pública.
Como nos mostra Pandini e Nunes (2008, p.72), depois de uma fase de confronto entre o ensino privado e o ensino público, predominam as ideias liberais na educação com o surgimento da “escola nova”, centrada na criança e nos métodos renovados, contrapondo-se à educação tradicional.
Na década de 1940, com a segunda guerra mundial, a economia impulsionou o processo de industrialização, devido às restrições à importação, exigindo assim mão-de-obra qualificada, levando a criação do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial).
Com os militares assumindo o poder em 1964, a educação se voltou para o ensino profissionalizante e para o controle ideológico e político da sociedade, retirando da grade escolar o ensino de psicologia, filosofia e sociologia. Foi criado o Mobral (Movimento Brasileiro de Alfabetização), que se propôs a combater o analfabetismo. Nessa época, as discussões sobre as práticas educacionais haviam perdido um pouco de seu sentido pedagógico, voltando-se para um caráter político.
A partir de 1980, professores e instituições escolares uniram-se em reorganizações e reivindicações, na luta por atualizações nos currículos educacionais. Uma dessas forças sociais que tentam resolver os problemas na educação era o Fórum Nacional em Defesa da Educação Pública, em preparação para redigir a Constituição de 1988.
Foram extremamente difíceis os embates que se travaram ano interior da Constituinte e, posteriormente, quando se tentou viabilizar as proposições da Constituição com a elaboração do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que tramitou anos no Congresso Nacional, até ser aprovada. (Nunes e Ceryno, 2008, p. 104).
A nova LDB demorou oito anos até ser aprovada, em 1996, e ainda assim continua sendo discutida pelos educadores, pela falta de clareza, necessitando interpretações.

